Gentrificação na Luz

Esses projetos de revitalização em geral constituem o processo de Gentrificação de certas áreas da cidade. As pessoas mais pobres são expulsas da região por meio de políticas deliberadas do poder público, garantindo interesses da especulação imobiliária.

A Luz vem passando por esse processo já faz um tempo.

Vamos ver como será essa construção de moradias populares que, em tese, está prevista no plano de concessão.

E vamos ver se a participação da sociedade civil e das pessoas que moram lá está realmente garantida.

Conhecendo a Prefeitura de São Paulo, eu duvido.

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http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,prefeitura-anuncia-consorcio-que-fara-projeto-da-nova-luz,550293,0.htm

Prefeitura de São Paulo anuncia consórcio que fará projeto da Nova Luz

Empresa que preparou Londres para Olimpíadas de 2012 vai assumir plano para cracolândia

11 de maio de 2010 | 17h 03
Eduardo Roberto e Gabriel Pinheiro, do estadão.com.br

SÃO PAULO – A última etapa da escolha do consórcio que irá assumir a tarefa de revitalizar a região da cracolândia terminou nesta terça-feira, 11, com a vitória da Companhia City, que inclui as empresas Concremat, Aecom e FGV.  A informação foi confirmada pelo Secretário de Desenvolvimento Urbano de São Paulo, Miguel Bucalem, durante entrevista à TV Estadão nesta tarde.

André Lessa/AE - 11/3/2010
André Lessa/AE – 11/3/2010
Embate entre viciados e moradores é antigo na região

Veja também:

video Secretário explica como será o projeto

No País desde 1912, a companhia de origem inglesa foi responsável pelo plano diretor de Londres para as Olimpíadas de 2012 e revitalizou bairros como o Jardim América e Pacaembu.

A licitação da Nova Luz ocorreu de forma diferente. Em vez escolher um projeto, o processo público optou pelo grupo considerado mais habilitado a propor as mudanças na região. O plano prevê uma concessão urbanística – que permite, inclusive, desapropriações bancadas pela iniciativa privada na área -, mas preservando o patrimônio histórico e garantindo a construção de moradias populares.

Segundo o secretário, o projeto final deverá contemplar 50 diretrizes que já foram estabelecidas pela Prefeitura, que promete acompanhar os trabalhos de perto, com reuniões quinzenais com as empresas.

Consulta pública

O cronograma apresentado propõe um prazo de 10 meses para a apresentação do projeto final. Durante os primeiros 4 meses, o consórcio desenvolverá o plano juntamente com a Prefeitura. Após esse período, uma versão preliminar será divulgada e será alvo de consulta pública durante dois meses.

“A participação da sociedade civil, das pessoas que moram e trabalham na área e de especialistas estará garantida”, afirmou Bucalem.

Ao final da consulta, o consórcio terá outros 4 meses para finalizar o projeto. Finalmente, haverá nova licitação para escolher as empresas que executarão o plano. “A partir desse projeto haverá uma visão de transformação da área”, disse o secretário.

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